Até mim, vivência da psicanálise

“Talvez não se possa existir dentro de quem não tem espaço, dentro de quem não tem interioridade suficiente para nos guardar…E se assim for, aquelas portas fechadas onde ela se ficava tantas vezes à espera, fechavam uma casa sem lugar, sem tecto, apenas com uma porta que dava a ilusão a quem estivesse de fora dela de que existia um dentro, que não existia. O único momento em que esse dentro se delineava, se preenchia, era na ilusão de Laura, era muitas vezes com a sua interioridade que sonhava um dentro, mas esse dentro, no dia em que ela se retirou e saiu da escada não estava, não estava lá, apenas ficou a porta, que escondia o nada, guardadora de ilusões, a porta. “

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