Boas Práticas na Educação de António Estanqueiro

Sabemos que os valores foram criados pelo Homem, enquanto ser histórico e social. A moralidade das acções varia de sociedade para sociedade. Devemos, assim, respeitar a diversidade de culturas e religiões e o pluralismo de valores. Isto não significa que se pactue com os costumes ou “valores tradicionais” de uma sociedade quando eles violam os direitos humanos. Os costumes, só por si, não são um bom critério de moralidade.

Cada pessoa, na sua autonomia, tem o direito de escolher os seus valores, mas nem todas as escolhas valem o mesmo. A escolha individual não é critério para decidir conflitos morais. Uma pessoa moralmente educada estabelece uma hierarquia de valores e recorre a critérios objectivos, para tomar as suas decisões, fazendo uso da liberdade responsável. (…)

A tolerância é um valor, mas tem limites. Não podemos admitir comportamentos contrários aos princípios consignados na Declaração Universal dos Direitos do Homem, ainda que esses comportamentos sejam considerados legais (por exemplo, a pena de morte, em alguns países). A promoção da dignidade da pessoa, fundamento indiscutível dos direitos humanos, é mais importante do que o respeito pela lei. 

António Estanqueiro (2012). Boas Práticas na Educação, 2ª ed. Lisboa: Editorial Presença, pp. 100 -101.

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