“Flores do Mal” em Lisboa

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“LXXXII
 
HORREUR SYMPATHIQUE/UM MAL FASCINANTE
 
Diz-me Libertino
Nessas olheiras estranhas
Atormentadas pelo destino
Que pensamentos acalentas no coração vazio?
 
Um gosto insaciável pelo obscuro e pelo incerto certamente
Não me queixo como Ovídio
De ter perdido o paraíso
 
Pelo contrário
É nos teus céus rasgados como falésias
Que meu orgulho se contempla
 
Aquelas nuvens imensas
Estão de luto por meus sonhos lixados
 
O luar libidinal que te passa pelos olhos
São reflexos de inferno
No meu coração realizado”
 
“…imagens da minha folga, visto que não estou de férias. Passei uma parte do dia no Areeiro, em Lisboa,  e outra parte na Fonte da Telha, onde os kites aparecem ao final da tarde. Estou a ler uma edição bilingue (francês/português) das “Flores do Mal”, da editora Relógio d’Água, tradução de Maria Gabriela Llansol.”
Gonçalo Julião
                                                                                                              

 

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