NUNCA NADA DE NINGUÉM de Luísa Costa Gomes no Palácio Galveias em Lisboa

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AUTOR: Luísa Costa Gomes

TÍTULO: NUNCA NADA DE NINGUÉM

«Nem sei o que vim cá fazer. Não conseguia dormir, vou quase a adormecer e lembro-me e acordo. Lembro-me de tudo, fora o que invento e tudo junto é de mais. Tranquei-me no quarto, não me serviu de nada, ele meteu o pé à porta, foi porrada de meia-noite, fartei-me de gritar que não tinha culpa, que não tinha culpa, mas ele é polícia, para ele toda a gente tem culpa. Deu-me aqui na cabeça, ia-me matando. Tinha eu o quê? Cinco anos, para aí uns cinco anos. (Pausa). A minha mãe diz que tenho tendência, que é azar, são coisas que me acontecem, parece que eu as chamo.»

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