Blogue Bomba Inteligente de Carla Hilário de Almeida Quevedo

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Bomba Inteligente

… há dias disse a uma pessoa que “não vivo no Twitter” e pareceu-me que ficou um bocadinho amuada comigo. Não tem razão para isso, até porque não me conhece para essas intimidades, mas o tema é um bom tema. Quando comecei a escrever no blogue, vivia aqui, sem sombra de dúvida. Vivia por causa do entusiasmo, do divertimento que isto era, por ser um espaço novo, como um país desconhecido. Vivia aqui, que é como quem diz, sabia o que se passava na blogosfera, quem eram os intervenientes, tinha interesse e curiosidade pelo que se passava nos blogues. E passavam-se muitas coisas. “Viver aqui” tem, portanto, este significado que me parece claro de estar por dentro dos assuntos, dos acontecimentos, saber quem é, quem disse, o que foi. O “aqui” pode ser substituído por “assim”, como preferirem. Neste caso, são sinónimos. Como acontece em relação a qualquer actividade que me diverte, tenho um conhecimento geral sobre a vida no Twitter (quanto ao Facebook, confesso que estou a Leste), mas devo saber uns dois por cento das conversas ou das polémicas. Sei, por exemplo, que o @NeinQuarterly é um alemão, doutorando em Filosofia, vive em Filadélfia, anda a angariar fundos para escrever “sobre nada” num site que não existe, e que bloqueou a @JoyceCarolOates duas vezes, mas sei isso, lá está, porque o homem é brilhante e tem imensa graça. Claro que o leio e sigo com interesse. Não vivo na conta dele, mas quase. De resto, a menos que se siga atentamente várias centenas ou milhares de pessoas, é impossível ter um conhecimento sequer parecido ao que se tinha dos blogues, sobretudo no início, quando ainda havia poucos. Não sou de seguir* a humanidade, e espero que ela não me leve a mal. Prefiro seguir pessoas, com as suas capacidades individuais à solta. Penso que é fácil de perceber.

* Esclareço as pessoas que não estão familiarizadas com esta linguagem que falo de “seguir” porque me refiro ao Twitter, uma rede social que tem “seguidores” e “seguidos”, e não “amigos” como no Facebook. “Seguir” no sentido de “acompanhar”, ou apenas “ler”, nada mais, que não tenho talento para stalker

Um texto de 19 de Janeiro.

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