O Cinema Ideal e a Casa da Imprensa: 110 anos de filmes, de Maria do Carmo Piçarra

cinema ideal

É, pois, no ano da fundação do Ideal que se começa a desenhar, no que respeita à percepção pelo público, a diferença de natureza entre os filmes projectados e as atracções trazidas pelas companhias de circo e de variedades. Será isso que motiva o aparecimento de salas concebidas especificamente para a projecção de cinema, como o Salão Ideal? Provavelmente.

Maria do Carmo Piçarra, O Cinema Ideal e a Casa da Imprensa: 110 anos de filmes, Lisboa, Guerra & Paz, p. 14.

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Sinopse 

Há 110 anos a mostrar filmes, o Ideal tem uma história que se confunde, em Portugal, com a da exibição cinematográfica popular. Quando a Casa da Imprensa – Associação Mutualista se tornou, em 1926, proprietária do prédio onde funciona, o Ideal já não era um cinema de estreia. Antes, fez história com a invenção do «animatógrafo falado» e revelou António Silva. Foi o primeiro sonoro de René Clair a introduzir esta atracção no «Loreto» mas não travou a decadência da sala, gerida, desde a instauração da República, pela Costa & Carvalho e progressivamente preterida em favor dos salões luxuosos ou dos grandes cinemas das avenidas.

A Casa da Imprensa assume agora, com a Midas, a aposta na requalificação do espaço e da programação da mais antiga sala de cinema do País. Honra o pioneirismo da associação na organização de festivais e ciclos de cinema, na divulgação do cinema de autor e no apoio ao novo cinema português. E reivindica uma acção que quis contrariar a censura do Estado Novo. É esta história que aqui se conta.

É este passado – o do Ideal, sala de cinema popular, e o da associação de jornalistas que, desde 1962, assumiu a divulgação cinematográfica como missão – que converge num «acto de Primavera». O Cinema Ideal renasce como um espaço de exibição cinematográfica a pensar no futuro, assumindo-se cinema de bairro, como sempre foi, mas cinema do mundo e com mundo.

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