Se Eu Fosse Chão, de Nuno Camarneiro

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Uma carta aberta em cima da secretária, o sobrescrito com as armas de Portugal, um pedido, uma súplica.

António ronda o quarto, coça a nuca, vira os olhos ao tecto, reflecte e empilha palavras: «Agradeço a V. Exa. o convite que me fez para sobraçar a pasta das Finanças…» Sobraçar é bom, pensa, como coisa que se transporta a pedido de alguém, um amigo sobrecarregado, um homem a quem faltam mãos ou gente de confiança.

Um fim-de-semana para respirar longe da universidade e preparar uma vida diferente. Vê-se ao espelho, endireita as costas, depois curva-as um pouco, um olhar altivo e outro mais modesto, os dedos entrelaçados ou as mãos ao lado do corpo? Talvez uma pousada sobre a outra. Que há-de um governante fazer às mãos?

Se Eu Fosse Chão. Histórias do Palace Hotel. – “Quando os hóspedes de um hotel são personagens da história portuguesa em diversas épocas.”. Uma edição D. Quixote.

“O autor escreve de acordo com a antiga ortografia”

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