O Meças de José Rentes de Carvalho

Sem dar conta, menino ainda actor se criou, dois palmos e já sofrido de medo, certo de que a vida era guerra, o seu teatro, um escape, o corpo de poucas forças, um revés. No sangue 10 J. ReNteS De CaRvalHO a intuição de perda, vinda do mais escuro do tempo,sabe Deus que mágoas dos que passaram sem deixar nome ou pegada, iguais aos bichos, como eles apodrecendo em campa rasa, lembrados por um jeito e logo esquecidos. Silhuetas apenas, vê-os desfilar na contraluz, de aspecto têm o que lhes empresta na fantasia e um pouco do que guardou por ter ouvido.Mas donde vêm os que sem hora nem aviso o assaltam e molestam? Que razões têm quem as não descobre? a alguns nem sequer conhece, ou talvez não lembre, serão os que enterramos fundo no esquecimento, a vala comum dos amores traídos, das amizades findas, das derrotas,traições e ignomínias a que o viver obriga, mesmo quando a decência é o norte.

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