A Doença, o Sofrimento e a Morte entram num Bar, de Ricardo Araújo Pereira

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Esta é a minha hipótese: humor, ou sentido de humor, é, na verdade, um modo especial de olhar para as coisas e de pensar sobre elas. É raro, não porque se trate de um dom oferecido apenas a alguns escolhidos, mas porque esse modo de olhar e de raciocinar é bastante diferente do convencional (às vezes, é precisamente o oposto), e a maior parte das pessoas não tem interesse em relacionar-se com o mundo dessa forma, ou não pode dar-se a esse luxo. Somos treinados para saber o que as coisas são, não para perder tempo a investigar o que parecem, ou o que poderiam ser. Este livro procura identificar e discutir algumas características dessa maneira de ver e de pensar.

Um livro da Tinta-da-China. Diz que é uma espécie de manual de escrita humorística.

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O Regresso da Princesa Europa, de Rob Riemen

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Como imaginaríamos o seu regresso? Não tem casa nem qualquer residência fixa. A princesa entrará portanto num hotel e apresentar-se-á como… Europa! Mas é aí que começam os problemas, porque o amável recepcionista pedirá para ver o seu passaporte. Ela não tem passaporte, não pode ter, porque não pertence a nenhuma nacionalidade específica.

Um livro de Rob Reimen. Tem subtítulo: As suas Lágrimas, os seus Feitos e os seus Sonhos. Traduzido do inglês por Vítor Guerreiro.

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Thomas Mann. Um Percurso Político

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Uma selecção dos ensaios políticos de Thomas Mann que apresenta a evolução ideológica do autor. Uma antologia de textos que reflectem o pensamento político de um dos escritores fundamentais do século XX e que vão desde a defesa radical da guerra até ao exílio americano, passando pela defesa pública da República de Weimar, pela análise do carácter alemão, pelas razões do apoio popular a Hitler e pela explicação psicológica da germanidade e do comportamento dos alemães perante o Nacional-Socialismo. Um conjunto de textos que espelham o empenhamento de Thomas Mann na vida literária e política do seu tempo, produzindo não só pensamentos políticos, mas reagindo também a acontecimentos ou tomando partido em momentos cruciais da evolução político-social do seu tempo.

Da contracapa.

Selecção, organização e prefácio de Teresa Seruya
Tradução e notas de Teresa Seruya, Gilda Lopes Encarnação e Sara Seruya 

“A pedido das tradutoras, a presente edição não segue a grafia do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.”

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Carpe Diem Arte e Pesquisa (CDAP)

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O Carpe Diem Arte e Pesquisa (CDAP) inaugura o seu novo Programa de Exposições, no dia 17 de Setembro, entre as 17h00 e as 21h00, com os projectos individuais de:

ADRIANA MOLDER (PT)
BEATRICE CARACCIOLO (IT)
INÊS TELES (PT) (parceria com Roulote – Projectos Artísticos)
ISABEL SIMÕES (PT)
MARGARIDA CORREIA (PT)
SOFIA LEITÃO (PT)

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Hamlet, de William Shakespeare (tradução de António M. Feijó)

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Polónio Ofélia, põe-te a andar aqui.  — Senhor, se vos apraz,

Escondamo-nos. — Lê aqui neste livro,

Que a aparência desse acto possa colorir-te

A solidão. — Muitas vezes somos culpados disto,

Em demasia provado, que, com ar de devoção

E pios actos, de açúcar recobrimos

O próprio diabo.

Rei (Aparte) Oh, como isso é verdade.

Com que látego me lacera esse dito a consciência.

A face da meretriz, embelezada pela face cosmética,

Não é mais repelente a essa coisa que a empola

Que o meu acto à minha palavra mais pintada.

Ah, que terrível peso!

Polónio Estou a ouvi-lo chegar. Retiremo-nos, senhor.

(Saem Rei e Polónio)

(Entra Hamlet)

Hamlet Ser ou não ser, eis a questão:

— William Shakespeare, Hamlet (tradução e notas de António M. Feijó), Lisboa, Relógio D’Água Editores, Novembro de 2015, p. 111

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Amor e outras pedras preciosas, de Gilda Nunes Barata e Danuta Wojciechowska

 

«A obra da escritora Gilda Nunes Barata, com desenhos da ilustradora Danuta Wojciechowska, foi oferecida pela autora à APCL e conta a história da luta de uma “gota preciosa” que vivia numa poça de água que fica doente, numa analogia com o cancro do sangue».

Nota:

A autora Gilda Nunes Barata e o Professor Manuel Abecasis não seguem a grafia do Novo Acordo Ortográfico.

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***

Nótula acerca da nota: ver nótulas de Portugal, de Torga e de De Mal a Pior, de Pulido Valente.

 

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De Mal a Pior, de Vasco Pulido Valente

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À esquerda e à direita anda por aí muita gente indignada por causa do protectorado de que Portugal sofreu e, segundo alguns patriotas sem mancha nem tumor, continua a sofrer. Isto deixa um indivíduo de boca aberta por duas razões.

Vasco Pulido Valente, “Protectorado“, in De Mal a Pior, Crónicas (1998-2015), selecção de Miguel Pinheiro, Publicações D. Quixote, 2016, p. 165.

***

Nótulas (ver Portugal, de Miguel Torga):

1 – “Este livro segue a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico de 1990” (p. 6).

2 – Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 é o nome da coisa.

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Diário do Farol – A Ilha, a Cadela e Eu , de Ana Cristina Leonardo

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Avançamos pela areia dura. Eu caminho em linha recta, ela corre aos esses, levando e trazendo os paus e as conchas que lhe atiro para longe, na direcção do mar. A água já não a assusta. Ainda assim, quando as ondas rebentam, dá enérgicos saltos sobre as quatro patas; fica suspensa no ar por um instante, como se contrariasse a gravidade, e depois volta a correr para mim.

Ana Cristina Leonardo, Diário do Farol – A Ilha, a Cadela e Eu, – com fotografias de Maria Leonardo Cabrita, colecção «LYRYCA», Porto, Hierro Lopes, 2016. p. 22.

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Os Contos Inéditos de Dog Mendonça e Pizzaboy, de Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa

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O mais simpático (e obeso) lobisomem português está de volta para uma nova aventura, com a ajuda de Pazuul Nghwaiatuu, o seu assistente demoníaco, e de Pizzaboy, o seu estagiário não remunerado. João Vicente «Dog» Mendonça vai narrar o seu passado atribulado, numa série de episódios que nos levam COLOR_Powertrio14-06desde a sua pequena aldeia até às profundezas do Loch Ness, passando pelos sinistros laboratórios nazis da Floresta Negra.

A primeira BD portuguesa do século XXI a tornar-se um «best-seller».

Multipremiada no Festival de BD da Amadora e na Central Comics.

Publicada nos EUA pela Dark Horse Comics.

«O livro que estão prestes a ler é brilhante — verdadeira liberdade de expressão com belíssimos recursos brechtianos. Os autores não só quebram a quarta parede, como a rebentam pelos ares!» — Lloyd Kaufman, Prefácio

Argumento: Filipe Melo
Desenho: Juan Cavia
Cor: Santiago R. Villa
Prefácio de LLOYD KAUFMAN

Um livro das Edições Tinta da China.

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Doze Segredos da Língua Portuguesa, de Marco Neves

 

12976892_1037327609666974_1470404371410362932_oEste livro começa com uma advertência: ele pode fazer confusão a pessoas habituadas ao pânico. Leu bem, mas eu repito: este livro pode fazer confusão a pessoas habituadas ao pânico. Temos aqui um livro perigoso, portanto? Nem mais. Ele próprio o reconhece. Trata-se de pessoas, importa esclarecê-lo, em pânico linguístico. Aquelas que andam numa aflição à ideia de darem erros, aquelas para quem tudo no idioma ou está perfeito ou está inteiramente errado, aquelas também que se pelam – sim, essa perversão existe – por apontarem, a quem lhes passa resvés, as insanidades (reais e, o mais das vezes, fantasiadas) que calhou cometer. Em suma, gente para quem o idioma é um campo de minas infindável e, não se diria, bastante aprazível.

Do Prefácio «Os falantes respeitados», de Fernando Venâncio

Doze Segredos da Língua Portuguesa é uma publicação da Guerra e Paz.

Marco Neves é, entre outras coisas, tradutor, revisor, professor e autor do blogue Certas Palavras. É pai há três anos. Talvez já só lhe falte, portanto, plantar uma árvore.

 

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